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Saturday, 27 December 2008

Como sair do armário? - alguns vídeos...

Aqui ficam 3 vídeos engraçados à volta deste tema (clicar nos links em baixo para aceder aos vídeos).
Porque a brincar a brincar, lá se vai mudando qualquer coisita nas cabecitas duras.

"Your son is gay" (sugerido pela Tix@)

"Vodafone commercial: Dad, I'm gay!" (sugerido pelo sagitarius)

"Os Contemporâneos em família"

Mais alguma sugestão? ^_^

Thursday, 11 December 2008

Como sair do armário?

Agora mais do que nunca estou em permanente luta comigo mesmo para me obrigar a sair do armário.
Já tenho a perna esquerda, ambos os braços e a cabeça cá fora. Mas falta o resto... passo a explicar:

Segundo o "Resource Guide to Coming Out" (guia de recursos para "sair do armário") editado pela Human Rights Campaign (ficheiro aqui), existem 3 fases "crescentes" para se sair do armário:

Fase 1 - Sermos honestos connosco próprios - É importante nesta fase que percebamos que ser gay, lésbica, transexual ou bissexual não é uma escolha, nem um estilo de vida. Somos assim, nascemos assim e não há forma cientificamente provada de o mudar. Se mudamos, é por pura repressão daquilo que somos. Não porque nos curámos de uma doença!

Fase 2 - Sair do armário - Quando somos honestos com os outros que nos rodeiam. Falamos abertamente daquilo que somos e queremos, com os amigos, colegas de trabalho ou de estudos, família... Esta é talvez a fase mais complicada, pois podemos sair do armário em algumas das dimensões da nossa vida mas não em outras. Podemos ser abertos com os nossos amigos mas ter um medo terrível de o fazer com os nossos pais. Ou nem sequer ter amigos heterosexuais, para evitar constrangimentos. No entanto, é importante perceber que sem terminar esta fase em todas estas dimensões, dificilmente se passará à fase seguinte.

Fase 3 - Viver abertamente - Quando falamos abertamente sobre estes assuntos não só com as pessoas mais próximas mas também com pessoas desconhecidas ou novas pessoas que entrem na nossa vida.

Neste momento, posso partilhar que me encontro na fase 2. Aberto para os amigos (os que interessam, heteros e não heteros), aberto para alguns colegas de trabalho mas, infelizmente, "meio-aberto" para a família.
É esse o meu dilema agora. O meu irmão sabe, a minha mãe sabe (de burra não tem nada!) mas prefere ter a ilusão que talvez seja impressão dela e que um dia me vou casar com uma mulher (é o mal de não tornarmos as coisas claras...) e o meu pai... bom... pai português! Macho latino. Já se sabe né? O que diriam os amigos da tropa...

Pois agora ando à procura do melhor meio de tornar explícito e claro para a minha mãe e contar ao meu pai que há 8 meses estou a viver com um homem que eles ainda não conhecem...
Dizem-me que é melhor não o fazer no Natal. Mas está difícil continuar assim. Não lhes minto. Apenas omito. Mas isso está a tornar-se tão mau como uma mentira.
Fase 3... here I go!

E vocês? Em que nível se encontram? Partilhem!!!

Friday, 23 May 2008

E se...? (O regresso...)

Há uns tempos atrás apresentei algumas das minhas dúvidas existenciais num outro post. Aqui fica a segunda parte da "história".

"
E se... encontro um aluno no Trumps ou outro local similar?"... era uma das perguntas.

Local: Trumps
Situação: Em plena dança e com algum álcool no sangue.
Gayju: Olá "Édipo". Como está?
Édipo: Olá. Tudo bem? Hum... de onde é que eu te conheço?
Gayju (que afinal era aluno): Das aulas de (...).
Bastante surpreendido com a lata do aluno, rio-me (com aquele sorrisinho "busted"), expresso um "Ah. Ok. Fixe. hehe" e continuo a dançar como se nada se tivesse passado.

Local: Em frente ao Sétimo Céu (estavam a oferecer uns shots grátis. Não que eu frequente estes sítios. Cruzes credo "córror". E o Trumps também foi por acidente. Claro...).
Situação: Um pouco alcoolizado por causa dos shots grátis e dos mega-mojitos gentilmente oferecidos.
Aluna 1 e 2: Olá!
Édipo-constrangido-e-com-vontade-de-fugir: Olá. Tudo bem? Por aqui? Eh pá, aqui estão a dar uns shots muito bons com café e rum e tem uns mojitos muito bons.
Aluna 1 (que suspeito ser "funfia"): Aqui?
Édipo-já-não-tão-constrangido: Sim. Aqui.
Presumível funfia: Aqui?! (estilo... "Estás mesmo aqui? De certeza que não estás enganado?")
Édipo-confiante: Sim. Aqui!
Funfia: Ok. Deixa lá.
Vamos ali à Katedral.
Édipo: Ok. Também gosto muito. A música é boa. ("Hmmm... afinal saíram as 2 sozinhas. Serão mesmo funfias?").
Funfia e aluna 2 (presumível funfia submissa, porque não falou o tempo todo): Ok. Então adeus!
Édipo-com-sorriso-busted-na-cara: Adeus! Divirtam-se!

E agora a moral da história muito bonitinha e politicamente correcta: E pronto. Não vale a pena esconder seja o que for. Temos de agarrar a "besta" pela frente, porque podemos correr o risco que ela nos morda por detrás, quando menos esperamos. (ainda que uma mordidelazita de vez em quando, até sabe bem... mas isso agora não interessa nada!).

Thursday, 13 March 2008

E se...?

Pela primeira vez na minha vida estou a pensar no impacto social da exposição da minha orientação sexual...
Já tinha dado aulas antes mas nunca para quase 200 pessoas ao mesmo tempo!
Ao contrário do que acontecia até aqui, neste momento posso passar por um aluno(a) na rua e não o reconhecer...

E se... encontro um aluno no Trumps ou outro local similar?
E se... um perfil meu num qualquer site algures na internet for encontrado por um aluno?
E se... eu perder a privacidade de um dia para o outro por causa disso?

E se... bah! E se eu cagasse para isso tudo?!
Vou mas é viver a minha vida sem pensar nisso!

P.s.- Sim. Sou um professor "alegre" (=gay)! ;-)